Para a maioria das crianças, é a escola que marca o início da sua atuação pública. É na escola que muitas delas vivenciam o primeiro encontro com a sociedade e têm a oportunidade de, por meio da participação, começar a construir sua autonomia e a exercer sua cidadania. É aí que elas se deparam com o público, com o início da construção do significado do que é “coletivo”. Elas compartilham tempos, espaços e objetos. Na hora da entrada e saída da escola, na sala de aula, no lanche, no uso dos brinquedos, da lous, do material escolar…elas começam a perceber a convivência em grupo. Elas começam a interagir com bens coletivos, com linguagens coletivas. A escola e o contexto social em que estão inseridas não podem se eximir da responsabilidade de construção de valores, respeito e responsabilidade frente aos espaços públicos e frente às relações democráticas de convivência, fundamentada na resolução de conflitos por meio do diálogo, na cultura da paz e da sustentabilidade. Isso exige aprendizado. A paz se constrói.
É fundamental que as visões de mundo, as expressões, as ações e os projetos de vida das crianças não sejam silenciados por uma sociedade que, tradicionalmente, só reconhece o espaço dos adultos. O pensamento freiriano (Paulo Freire) auxilia-nos na reflexão dos saberes necessários para o desenvolvimento dessa práxis: convicção de que a mudança é possível; alegria e esperança; disponibilidade para o diálogo; compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo; liberdade e autoridade; respeito à autonomia do ser do educando; saber escutar; tomada consciente de decisões, dentre outros.
Educar na, para e pela democracia implica, como vimos, criar espaços de decisão e de vivência de princípios éticos, de solidariedade, de justiça, de diálogo. Esse envolvimento das crianças faz parte de nosso dia-a-dia escolar, através das atividades coletivas, jogos cooperativos e convivência da turma. Dentro dos projetos, as crianças podem tomar parte das decisões, fazer as regras dentro dos espaços da escola e desta maneira aprenderem a viver democraticamente em grupo, tornando-as críticas, transformadoras e questionadoras.
Fonte: Revista Direcional Educador (fev./2009), pág. 10,11 e 12.
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Dani,
Meu nome é Thatiana, hoje tenho 19 anos porém, estudei no Momotaro há 14 anos atrás. Ainda me recordo das festinhas de final de ano e de tudo que me ensinaram. Naquela época, tive aula com a Sulamita, Naci e Akemi, era apaixonada pelas “tias”, e por todos meus amiguinhos. Passavamos as tardes aprendendo e brincando. Passei por muitos colégios depois, hoje, estou no 2º ano do curso de Jornalismo, mas sei que nunca me esquecerei do Momotaro, as vezes até me pego cantando o hino. Boa Sorte, espero que os alunos de hoje possam ter amanhã as mesmas recordações que tenho.
Um beijão.
Tiemy,
Fico muito feliz em saber que já está uma mulher formada, que está na univerdade e tem ótimas recordações da Momotaro. Lembro-me de você perfeitamente!!
Parabéns pelos estudos e obrigada pela doce recordação daquela época.
Beijokas
Debora